quarta-feira, 14 de junho de 2017

Vamos falar sobre a morte - sem tabus



A morte é muitas vezes escondida da vista e raramente discutida. Falar abertamente pode acalmar os medos sobre este tempo da vida. Isso pode ajudá-lo a valorizar mais a sua vida e a pensar sobre o cuidado que gostaria de receber quando estiver perto do momento da morte.
Fonte: www.artofdyingwell.org

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Testemunho - A Tua Mãe Não Partirá Sozinha

De uma esposa ao marido
“É tão necessário voltar às fontes que nos devolvem o Ser inteiro e a paz profunda que dele emana! Esta viagem interior é também a escola de vida e a inspiração para a viagem interior rumo ao essencial que necessitam fazer os que nos estão confiados, especialmente os filhos. Esta é a maior herança que a eles se pode deixar. Este regresso à CASA DO PAI, como lhe chamo pela fé, que é um vai e vem de fidelidades e de afastamentos (mais ou menos longos) mas que nos formam e nos humanizam, tornando-nos humildes por nos sabermos eternos peregrinos e não seres perfeitos (…) Nesta viagem interior, simplesmente regressamos a casa, aos “lugares” onde sempre fomos nós próprios, o mais possível nós próprios e onde nos sentamos no colo do Pai de novo. E desabafamos profundamente, como eco profundo do coração “como é bom estar novamente em casa!!!” Aos poucos ou de um momento para o outro, os quistos da sensibilidade que nos afastam dos outros dissipam-se e tornam-se pó, sem significado, esquecidos, invisíveis. O perdão é natural e lava a alma do que a turva. Fica somente a paz!
Foi esta paz que testemunhámos no olhar feliz da tua mãe ontem no hospital ao escutar as músicas do Pe António que lhe levei e ao rever cenas que já conhecia, como vê-lo em palco, recordando os momentos em que encheu os nossos corações de paz, da esperança e do amor que cantava… Aquele olhar profundo de alegria por “regressar a casa”, onde se foi feliz é uma das dádivas do entardecer da vida. “Nunca pensei viver isto”, disse a tua mãe, ao que respondi com um sorriso, “mas eu pensei”.
Nestes momentos de “aqui e agora” que aos poucos se tornam mais frequentes até serem permanentes, o céu vem até nós. Percebemos que a eternidade acontece e que não somos deste mundo. Saboreamos no presente a felicidade que nos move como seres portadores de alma. Estes momentos de “aqui e agora” são a conversão ao melhor de nós, que está ao serviço dos que nos estão confiados. São no fundo, a conversão a Jesus Cristo que habita em nós pelo Baptismo e pelos sacramentos que recebemos (aquilo em que acredito).
Viajo ao melhor de mim ajudando a tua mãe a viver estes pedaços de paz e de esperança. Dificilmente entendem a minha paixão pelos doentes terminais que me habita há muito. Chocam-se até quando falo dela. Mas com eles, eu toco o céu, a paz que sei que me espera e da qual tanto necessito. Vivo aqui e agora pedaços da eternidade que me mostram por onde passa a autêntica felicidade. Vivê-lo com a tua mãe é ainda muito mais revelador desse céu e desse Deus que nos uniu e que nos chama a regressar a casa incessantemente. Porque é a tua mãe, a quem sempre estive grata por ter gerado quem escolhi perante Deus para amar e para cumprir a nossa missão neste mundo onde estamos de passagem, em especial a missão de mãe e de pai.
A tua mãe partirá em paz e feliz, sinto que assim será. Habita-me uma fé profunda de que ela sorrirá desde o céu para a obra gerada em ti e através de ti. Estará ainda mais presente na tua vida, vigiando e cuidando dos teus passos, apesar da saudade. Acredito que também irá chorar quando deres passos errados, como choram as mães na terra. Intensificar estes pedacinhos de céu na terra é o mais importante que podemos fazer por ela. Eles são também uma oportunidade para santificar as nossas vidas, tocando o essencial da vida e o seu sentido último. Partem mas não morrem aqueles que deixam vivo nos corações do que lhe estiveram confiados um pedaço do melhor de si e apenas a recordação dos momentos em que fomos felizes - os únicos que importam. Vivemos para dar-lhes densidade dentro de nós e multiplicá-los o mais possível e isto é um acto da vontade, uma decisão. É escolher o Amor!
Em mim ficará a memória de uma mãe comigo, com quem partilhei as dores e o amor vividos, de mãe para mãe mas também o de filha. Um amor imperfeito mas ao mesmo tempo a via para nos aproximar do amor de Deus. Como te disse em algumas das nossas cartas de há 30 anos "só poderia amar a mãe de quem amo". Não poderia amar-te a ti e não amar a tua mãe. As palavras que ela agora pronuncia são como o colo de Deus para mim… Não as esperava. São um enorme presente de Deus na minha vida. Uma comunhão de almas que derrama sobre o meu rosto lágrimas cheias de sentido sem que me peçam licença, como agora. Poder cuidar dela neste momento, é uma graça imensa. Deus sabe!

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Carta aberta de Juristas aos senhores deputados à Assembleia da República


A Carta Aberta de juristas aos deputados da Assembleia da Republica, redigida pelos Professores de Direito Francisco Mendes Correia e Diogo Costa Gonçalves, foi ontem entregue pelo movimento cívico Stop eutanásia aos representantes dos grupos parlamentares.
Nesta Carta os juristas portugueses pedem aos deputados que não legalizem a eutanásia.
Professores de Direito, juízes e advogados defendem que aceitar a descriminalização da eutanásia põe em causa sustentação de ordenamento jurídico. 
O documento foi subscrito por 125 juristas, entre os quais Germano Marques da Silva, Paulo Otero, Francisco Mendes Correia, Diogo Costa Gonçalves, Paulo Adragão, Sofia Galvão, Manuel Monteiro, José Simões Patrício, José Vaz Serra de Moura e Lídia Gamboa.

A propósito da discussão pública de iniciativas legislativas tendentes a descriminalizar o Homicídio a Pedido da Vítima (artigo 134.º do Código Penal) e o Incitamento ou Ajuda ao Suicídio (artigo 135.º do Código Penal) e criar um novo quadro legal.

Exmos. Srs. Deputados,

1. Na matéria em causa, o ordenamento jurídico português não deve ser alterado
Um dos principais fins do Estado é o de garantir a segurança dos cidadãos como condição necessária para a prossecução do bem comum. Esta finalidade é o fundamento da própria existência do Estado: um Estado que não proteja a vida e a integridade física dos seus cidadãos perde um dos pilares — talvez o mais importante — de legitimidade e vê a sua própria existência ser posta em causa. O mesmo se poderia dizer de uma autoridade civil que cooperasse na causação da morte de inocentes: perderia essa natureza e converter-se-ia em tirania.
Neste aspeto, o ordenamento jurídico português apresenta atualmente coerência: os artigos 24.º e 25.º da Constituição da República Portuguesa estabelecem a inviolabilidade da vida humana e da integridade moral e física das pessoas e um conjunto de normas do Código Penal punem as condutas intencionalmente dirigidas a causar a morte de outrem. A punição das condutas intencionalmente dirigidas a causar a morte de outrem mantém-se mesmo quando determinadas por pedido sério da vítima (artigo 134.º – Homicídio a Pedido da Vítima) ou que sejam meramente auxiliares de um processo executado pela vítima (artigo 135.º – Incitamento ou Ajuda ao Suicídio), com um quadro punitivo naturalmente atenuado, tendo em atenção justamente essas circunstâncias.

2. O Direito não pode aceitar que se desvalorizem certas vidas
As iniciativas legislativas em discussão — que pretendem descriminalizar algumas destas condutas intencionalmente dirigidas a causar a morte de outrem, desde que praticadas por profissionais de saúde, a pedido de pessoas com doenças graves e incuráveis, causadoras de sofrimento duradouro e insuportável — revelam uma ideia comum. Apenas se aceita a antecipação da morte de pessoas grave e incuravelmente doentes porque se aceita que estas vidas são menos valiosas ou, pelo menos, que a sociedade deveria reconhecer que estas pessoas assim as (des)valorizem. Admitir como lícitas as condutas intencionalmente dirigidas a provocar a morte de outrem, mesmo que abrangendo um universo delimitado de pessoas inocentes, implica sempre concordar que a morte é para elas um bem jurídico.
Ora, a única forma de evitar o arbítrio e assegurar uma sociedade justa é a de proibir em absoluto valorações juridicamente relevantes sobre a vida dos cidadãos. Uma pessoa é infinitamente digna porque pertence ao género humano, e não porque tenha certas qualidades ou capacidades. E não é possível dissociar a vida da pessoa. Atuar de forma a causar intencionalmente a morte de um inocente implica sempre desvalorizar a sua vida. O Direito não pode aceitar que se desvalorizem certas vidas, porque necessariamente aceitaria que se desvalorizassem certas pessoas.

3. O universo inicialmente limitado de pessoas elegíveis tende a expandir-se
A experiência de outros países que seguiram o rumo legislativo agora pretendido revela que o universo inicialmente limitado de pessoas que podem ser vítimas das condutas a descriminalizar tende a expandir-se à medida que evoluem as conceções dominantes na sociedade sobre o valor e a utilidade da vida de certas classes de pessoas. Numa sociedade consumista, hedonista e utilitarista, ficam assim em perigo os mais débeis: precisamente aqueles cuja proteção é fundamento do próprio Estado! Ficam em perigo os idosos, as crianças, os portadores de deficiências, os doentes psíquicos graves...

4. Fica posta em causa a sustentação do ordenamento jurídico português
Aceitar que se descriminalizem condutas intencionalmente dirigidas a causar a morte de inocentes — como pretendem os projetos legislativos atualmente em debate — é abrir as comportas de um dique que está coerentemente cerrado, na atualidade. Por mais pequena que seja a brecha inicial, fica posta em causa a sustentação do ordenamento jurídico português, e a razão de ser do próprio Estado. Que se mantenham cerradas estas comportas! Que sejam liminarmente rejeitados os anteprojetos de descriminalização da eutanásia e do auxílio ao suicídio!

Os juristas que quiserem subscrever a carta devem enviar nome, profissão numero de cartão de cidadão para o mail stopeutanasia@gmail.com

Pode ler esta Carta Aberta dos Juristas aos deputados da A.R. também no Jornal Público.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Terapia da Dignidade Humana, pela Professora Doutora *Inês Saraiva Ferreira

"Estou aqui como Psicóloga, mas sobretudo como cidadã que se preocupa com os perigos associados à legalização da Eutanásia.
E também porque me identifico com este Movimento Cívico – o Stop Eutanásia, que procurar informar os cidadãos sobre os problemas da Eutanásia e também dar voz a temas estruturantes como os Cuidados Paliativos e a importância do acompanhamento digno das pessoas (e das suas famílias) em situação de doença grave ou incurável. Irei falar-vos de alguns aspetos, ilustrando com dados científicos concretos. Em primeiro lugar ilustrar que os cuidados psicológicos são essenciais em pessoas com doença grave ou incurável.
Por exemplo, um estudo publicado no New England Journal of Medicine (Temel et al., 2010), permitiu comprovar que pessoas recém diagnosticadas com cancro metastático do pulmão, em estádio avançado, e que recebem cuidados paliativos integrando cuidados psicológicos, imediatamente após o diagnóstico, apresentaram uma qualidade de vida mais elevada, um estado emocional mais positivo (humor menos deprimido) e também um tempo de sobrevivência médio mais longo em comparação com os doentes que somente receberam os cuidados oncológicos de praxe.
Já na década de 70, a psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross, que fez um trabalho pioneiro com cerca de 500 doentes terminais (Kübler-Ross 1969, 1970), constatou que a maioria dos doentes apreciava a oportunidade de falar abertamente sobre a sua condição de fragilidade e de proximidade da morte.
Um problema central é que o confronto com a perda de capacidades e com a própria morte é muitas vezes uma dificuldade dos próprios doentes e das suas famílias.
O papel dos psicólogos em cuidados paliativos é essencial, não somente para ajudar o processo de luto (lidar com a perda de capacidades, com a dor e sofrimento, e com a certeza da morte) mas também na “integração” da própria história de vida. 
No final da vida existem duas situações que são comuns: ou entramos em desespero, porque o tempo não volta para traz; ou integramos e aceitamos o que fizemos na nossa vida. E é neste processo de integração, aceitação e de dar sentido à existência que os psicólogos têm um papel a desempenhar.  
Mas em termos psicológicos, o que podemos encontrar numa pessoa com doença grave ou incurável?
É expetável que ocorram sinais e sintomas de depressão, perda de autoestima, sentimentos de desamparo, desesperança ou mesmo pânico.
E será que estas pessoas precisam de cuidados psicológicos ou de ajuda para morrer? Obviamente que abreviar a vida é a solução fácil. Difícil e exigente é cuidar de pessoas em situação de fragilidade.
E quando a saúde mental e o juízo crítico são condicionados, tampouco faz qualquer sentido interromper a vida de uma pessoa que expressa o desejo de morrer. 
Importa fazer uma referência às pessoas com perturbação psiquiátrica e que, não raras vezes, manifestam o desejo de morte. 
Se a eutanásia for legalizada, os grupos mais vulneráveis, em termos de saúde e de acesso aos cuidados, vão ser os mais penalizados.
E a rampa deslizante da lei começa pela eutanásia ser somente para os doentes em grande sofrimento e doenças degenerativas; a seguir fazem-se exceções para pessoas com necessidades especiais (incluindo até crianças) e pessoas com perturbação psiquiátrica cuja qualidade de vida é percebida por reduzida; até simplesmente pessoas com idade avançada.
Um estudo recente publicado na revista internacional JAMA Psychiatry, que descreve as principais características dos doentes psiquiátricos submetidos à eutanásia ou ao suicídio assistido na Holanda, aponta curiosamente que as mulheres com perturbação depressiva grave têm um maior risco de morte deliberada pela eutanásia ou suicídio assistido.
Neste contexto é importante lembrar que as pessoas com perturbação depressiva grave muitas vezes dizem “a minha vida não faz sentido”.  As ideias de ideias de autodesvalorização e autodestruição, geradas por sentimentos de desmerecimento da vida ou de incapacidade para lidar com a dor, são situações comuns nestas pessoas. A eutanásia e o suicídio assistido não são solução, e o alerta é para a necessidade de humanizar o sistema de cuidados de saúde, incluindo a saúde mental. Não pressionemos subtilmente as pessoas, através da lei, a escolher morrer, sendo ainda mais a contenção de custos um fator subjacente.
Uma referência também à eutanásia nos EUA, nomeadamente no estado de Oregon.
É lamentável que a legalização do suicídio assistido, a par do custo proibitivo dos cuidados hospitalares para doentes terminais, esteja a ocasionar o aumento do número de pessoas que decidem morrer em casa, como acontecia antigamente em todo o mundo.
Os cuidados com os doentes terminais devem ser transferidos para profissionais. E a assistência deve ser afetuosa e pessoal, centrada no doente e na sua família, e não somente no alívio da dor física. 
Em Portugal, a Ordem dos Psicólogos tem um Grupo de Trabalho em Cuidados Paliativos que contribuiu para a elaboração da atual lei de base dos cuidados paliativos.
Saudamos o reconhecimento do papel dos psicólogos no cuidado aos doentes, familiares e equipas de saúde. No entanto a burocracia associada à referenciação e ao acesso aos cuidados psicológicos nestes doentes sempre é fácil, pois implica uma avaliação e validação por equipas coordenadoras regionais, o que leva a que seja menor e mais tardia a prestação de cuidados psicológicos em doentes no fim da vida.
Gostaríamos por isso de alertar que os cidadãos em situação de sofrimento por doença incurável ou grave continuam a ser referidos demasiado tarde e que o acompanhamento psicológico continua a ser privilégio só para alguns.
Para finalizar algumas palavras sobre a conceção de dignidade. A morte é um capítulo importante e digno do desenvolvimento humano. Morrer faz parte do viver. E a morte é o fim natural da vida. O que não é natural é decidir morrer, ou os outros decidirem o momento da nossa morte.
A dignidade existe até ao fim. Promover a dignidade no fim da vida é aumentar os cuidados - físicos, psicológicos, espirituais - que comprovadamente atenuam a dor e o sofrimento. Não significa oferecer um “falso consolo” da morte como solução. Esperemos que nós Portugueses não caminhemos nessa direção da legalização da eutanásia."

*Inês Saraiva Ferreira é psicóloga clínica pelo ISPA, com DEA em Psicobiologia pela Universidade de Salamanca e doutorada em Avaliação Psicológica pela Universidade de Coimbra. Tem as especialidades de Neuropsicologia e de Psicologia Clínica e da Saúde (Ordem dos Psicólogos Portugueses). É docente universitária e investiga na área da avaliação psicológica.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Conferência “A morte da pessoa que sofre: causar ou acompanhar?

Esta iniciativa para esclarecimento da eutanásia vai decorrer dia 31 de Maio, quarta-feira, a partir das 10 h até às 22 horas, na União das Associações do Comércio e Serviços, na Rua Castilho, nº14. Lisboa 

Programa

10:00 - Recepção

10:30 - O que está em causa na legalização da Eutanásia.

            Dr. José Manuel Silva

11:00 - Avaliação  sobre a forma como a discussão sobre a eutanásia está a decorrer na sociedade portuguesa.
            Dr. Isabel Galriça Neto

11:30 - Legislação e prática dos países com eutanásia e suicídio assistido legalizado.
            Dr. Peter Sauders
12:00 - Espaço de perguntas e intervenções.

13:00 - Almoço

15:00 - Percurso do Reino Unido, relativamente às iniciativas legislativas sobre a Eutanásia e morte assistida.
           Dr. Peter Saunders

15:30 - A importância da moral da ética no exercício das vocações e profissões na área da saúde.
           Prof. Dr. Jorge Cruz

16:00 - O papel da Cosmovisão no entendimento dignidade humana.
             Prof. Manuel Rainho
16:30 - Espaço de perguntas e intervenções

17:00 - Intervalo

20:30 - Entrevista ao Professor Gentil Martins

21:00 - Painel de reflexão . Eutanásia/ Sofrimento /Cuidados Paliativos

22:00 - Conclusão 

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Opinião de Francisco Alvim* - Humanidade: uma espécie em vias de extinção

Na opinião de Francisco Alvim estamos perante um Estado que proclama uma ideologia de pensamento único,  o advogado considera ser necessário chamar à atenção da opinião pública deste fenómeno, pois estão a ser construídos falsos conceitos sobre a pessoa, o sofrimento e a morte assistida.  "O sofrimento faz parte da condição humana. Sofre-se fisicamente como se está cansado, com sono ou com fome. E sofre-se psicologicamente como se está satisfeito, feliz, zangado ou triste. Não se é só meio homem, nem apenas para o que é bom. Todos estes fenómenos são naturais. Do mesmo modo, a falta de convivência com a adversidade não a apaga quando ela surge. Se ignorarmos as dificuldades, elas não desaparecem. Ao invés, elas perduram, aumentam. Com o sofrimento é igual, seja ele físico ou psíquico. Se aquilo que o provoca não se trata, ele intensifica-se. Se não se alivia, ele dói, massacra. O mito que é preciso desmontar é o de que para acabar com o sofrimento a melhor (ou a única) solução é morrer. O Estado e todos nós devemos ajudar quem sofre. Aos doentes terminais deve ser dada especial atenção, mas o investimento não pode ser só nos cuidados paliativos (que são fundamentais). Os que perdem a razão de existir devem ser ajudados a reencontrar um sentido para a vida. Devem formar-se (mais) psicólogos, médicos, auxiliares que sejam orientados (querendo, claro) para a prestação destes cuidados. Devem fomentar-se iniciativas nas escolas, nas universidades, nas casas, nos empregos, nos partidos, nos hospitais, nas instituições de solidariedade social, de sensibilização para o problema. Deve criar-se uma forte consciência social de humanidade". Leia aqui o artigo no original.
*Advogado e Militante CDS

sábado, 20 de maio de 2017

Esta 2a feira Sessão Inaugural do Ciclo de Debates “Decidir sobre o final da Vida”, sob o alto patrocínio da Presidência da República

Uma iniciativa do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida na sequência de debates recentes de cidadãos sobre a possibilidade de alterações legislativas sobre a eutanásia e o suicídio assistido. Sendo estes temas de discussão pública a sociedade é chamada a refletir sobre as questões relacionadas com o final da vida e os dilemas éticos que enfrenta nas opções que irá tomar.
O Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida abre o debate a todos os interessados a participarem na sessão inaugural do Ciclo de Debates “Decidir sobre o final da Vida”, que decorrerá no próximo dia 22 de maio, segunda-feira, das 10h00 às 13h00, na Sala dos Actos da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa.
A sessão de abertura terá a presença de Sua Excelência o Presidente da República. A entrada é livre.
Saiba mais sobre esta iniciativa aqui.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Partido os Verdes recebem hoje na Assembleia da Républica signatários da Petição Toda a Vida Tem dignidade


Recordamos o texto da Petição "Toda A Vida Tem Dignidade :
Uma Sociedade baseada no Estado de Direito e no respeito pelos Direitos Humanos Fundamentais não pode ignorar nem calar-se perante as tentativas de ameaça ao Direito à Vida, de ameaça à Dignidade, e ameaça à Vida concreta de cada homem e de cada mulher. Assim, considerando: 1 – Que a Vida Humana é o primeiro dos Direitos Fundamentais, donde decorrem todos os outros direitos, e que ela é inviolável, inalienável, indisponível, que esse é um valor estruturante da vida em sociedade e isso não depende de ideologias nem da decisão de um outro; 2 – Que cabe ao Estado, como guardião dos Direitos Humanos e da Dignidade Humana, garantir e defender a Vida de todos os seres humanos, em quaisquer circunstâncias; 3 – Que só se contribui para uma cultura construtiva e de solidariedade com opções claras em favor da Vida de cada homem e de cada mulher, como Bem superior que a todos importa, numa visão que entende que o exercício da Liberdade individual não pode ser uma afirmação de individualismos perigosos; 4 – Que a eutanásia é sempre um homicídio apoiado pelo Estado (pretensamente através de algum profissional de saúde) ou um suicídio assistido pelo Estado, e que a este não cabe criar o direito de alguém ser morto por outrem, nem validar esta opção como legítima perante o colectivo; 5 – Que o exercício da Liberdade e a vida humana comporta em si mesmo perdas e sofrimentos que, numa sociedade solidária, devem ser acautelados, devidamente prevenidos e evitados e, caso ocorram, serem apoiados pelas famílias, pela Sociedade e pelo Estado a fim de não se tornarem disruptivos para o individuo; Considerando, 6 – Que a solidão, a vulnerabilidade e as fragilidades se combatem com políticas sociais efectivas, com apoio e a promoção activa de esperança; 7 – Que a doença, a dor e o sofrimento associados têm remédios a que todos devem ter acesso e que tais circunstâncias em nada diminuem a Dignidade da Vida Humana, nem lhe retiram qualquer valor; 8 – Que em Portugal são ainda insuficientes as políticas de combate à exclusão de idosos e incapacitados, os apoios concretos às famílias para suporte dos mais debilitados, as respostas adequadas para o sofrimento dos doentes em estado terminal, nem existem informação e formação suficientes ao dispor da população sobre este tema; todaavidatemdignidade.org 2 de 2 Entendemos e peticionamos à Assembleia da República que, usando dos poderes ao seu dispor, adopte as seguintes providências: 1. Legisle no sentido de reforçar e proteger o valor objectivo da Vida Humana, garantindo, tal como previsto no art.º 24.º da Constituição Portuguesa, a sua inviolabilidade, independentemente das circunstâncias em que se encontre. 2. Promova uma política mais eficaz de combate à exclusão de idosos e incapacitados, nomeadamente através de apoios concretos às Famílias. 3. Recomende ao Governo, a extensão a toda a população e território português dos Cuidados Continuados e Paliativos, o reforço da formação dos profissionais de saúde nas questões de fim de vida, assim como o reforço de meios à disposição das unidades já existentes, garantindo os meios necessários a todos aqueles que deles necessitam. 4. Rejeite toda e qualquer proposta que vá no sentido de conferir ao Estado o direito a dispor ou apoiar a eliminação de Vidas Humanas, ainda que com o alegado consentimento da pessoa. As sociedades dizem-se tanto mais modernas e avançadas quanto melhor valorizam e tratam os seus elementos mais vulneráveis. Desta forma, contribuiremos todos para um Portugal mais humano e mais moderno, um Portugal mais Livre e onde Toda a Vida Tem Dignidade. Lisboa, 13 de Maio de 2016 
Primeiros subscritores (por ordem alfabética): Acácio Valente/Afonso Sampaio Soares/Ana Brito de Goes/António José Sarmento/António Pimenta Prôa/António Pinheiro Torres/Bernardo Mira Delgado/Carlos Alberto da Rocha/Dário Tavares/Diogo Cunha e Sá/Diogo Tomás Pereira/Duarte Brito de Goes/Edward Limbert/Elisabete Lopes Rodrigues/Fausto Quadros/Fernando Ferreira Pinto/Fernando Maymone Martins/Fernando Almeida/Fernando Soares Loja/Filipe Anacoreta Correia/Graça Mira Delgado/Henrique Leitão/Isabel Sanches Osório/João Tiago Guimarães/Joaquim Galvão/Jorge Líbano Monteiro/José Diogo Ferreira Martins/José Eduardo Sanches Osório/José Maria Lobo Moutinho/José Maria Seabra Duque/José Pedro Ramos Ascensão/Luis Brito Correia/Luis Duque/Luis Francisco Lopes/Luis Villas-Boas/Luis Manuel Pereira da Silva/Manuel Carneiro da Frada/Manuel Faria Blanc/Margarida Gonçalves Neto/Maria Alda Dias/Maria Amélia Bleck/Maria da Fátima Fonseca/Maria do Carmo Seabra/Maria Isabel Pessanha Moreira/Maria Isilda Pegado/Maria José Vilaça/Maria Teresa Chaves/Mary Anne Stilwell d’Avillez/Matilde Sousa Franco/Miguel Gorjão Henriques/Nuno Guedes/Paulo Lopes Marcelo/Pedro Líbano Monteiro/Pedro Vaz Patto/Pedro Velez/Raquel Macedo/Rita Lobo Xavier/Roque Cunha Ferreira/Sofia Costa Guedes/Teresa Avillez/Teresa de Melo Ribeiro/Teresa Venda/Tiago Miranda/Vanessa Machado/Victor Manuel Machado Gil

sábado, 13 de maio de 2017

Papa fala de eutanásia aos jornalistas no avião de regresso a Roma

Na viagem de regresso a Roma, depois de uma visita de 24 horas a Portugal, o Sumo Pontífice da Igreja Católica fala aos jornalistas num avião da TAP. O Papa Francisco criticou o “clericalismo”, que classificou como “uma peste na Igreja” de que os padres “devem fugir”, porque “afasta as pessoas”.
Francisco considera que está em causa “um problema político”. Também, a consciência católica não é consciência, às vezes, de pertença total à Igreja. Por detrás, não há uma catequese matizada, uma catequese humana”, comentou.
Para Francisco, “falta informação e também cultura”, além de um “trabalho de catequese, de consciencialização, de diálogo, de valores humanos”. De seguida, o líder da Igreja Católica disse que “é curioso que em algumas regiões, como Itália, como a América Latina, são muito católicos, mas são anticlericais”. “É um fenómeno que acontece”, referiu.
Para saber mais leia aqui.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Ciclo de conferências organizado pelo Conselho Nacional de Ética “não pode inibir competências da AR”, avisa BE

Parece que o BE e o PS estão tão intransigentes na questão da eutanásia que afinal não admitem qualquer debate nacional na sociedade civil, nem sequer qualquer iniciativa promovida pelo Presidente da República. Mas afinal não vivemos num estado de Direito Democrático? Os valores de Abril serviram para quê? Liberdade de expressão só para alguns? O povo não é soberano? Nem tão pouco o PR pode  convocar um ciclo de conferências sobre eutanásia organizado pelo Conselho Nacional de Ética?
Dizem eles que o PR não pode inibir competências da Assembleia da República? Afinal onde vamos nós parar?
Para saber mais lei aqui a noticia no original.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Plataforma de Psicólogos com intervenção nos cuidados paliativos


O trabalho em equipa interdisciplinar constitui indiscutivelmente um dos pilares dos Cuidados Paliativos. Neste sentido, a Ordem dos psicólogos decidiu este ano ajudar as equipas de cuidados paliativos com uma plataforma para ir de encontro às necessidades dos doentes e seus cuidadores.
A Plataforma de Psicólogos com intervenção nos cuidados paliativos foi criada no âmbito de uma das propostas vencedoras do Orçamento Participativo 2015, da autoria de Carla Fernandes. De acordo com a proponente, este espaço tem como objectivo a "a criação de redes de trabalho entre os profissionais da psicologia que exercem a sua actividade na mesma área ou em áreas similares, permitindo a partilha e a reflexão".
O movimento moderno dos cuidados paliativos, iniciado em Inglaterra na década de 60, e que posteriormente se foi alargando ao Canadá, Estados Unidos e mais recentemente( no últimos 40 anos do século XX ) à restante Europa, teve o mérito de chamar a atenção para o sofrimento dos doentes incuráveis, para a falta de respostas por parte dos serviços de saúde e para a especificidade dos cuidados que teriam que ser dispensados a esta população.
Os cuidados paliativos definem-se como uma resposta activa aos problemas decorrentes da doença prolongada, incurável e progressiva, na tentativa de prevenir o sofrimento que ela gera e de proporcionar a máxima qualidade de vida possível a estes doentes e suas famílias. São cuidados de saúde activos, rigorosos, que combinam ciência e humanismo.
No nosso país, mais concretamente, podemos dizer que os serviços qualificados e devidamente organizados são escassos e insuficientes para as necessidades detectadas ? basta lembrar que o cancro é a segunda causa de morte em Portugal, com uma clara tendência a aumentar. Para além disso, importa reforçar que os cuidados paliativos são prestados com base nas necessidades dos doentes e famílias e não com base no seu diagnóstico. Como tal, não são apenas os doentes de cancro avançado que carecem destes cuidados: os doentes de SIDA em estado avançado, os doentes com as chamadas insuficiências de orgão avançadas (cardíaca, respiratória, hepática, respiratória, renal) , os doentes com doenças neurológicas degenerativas e graves, os doentes com demências em estadio muito avançado. E não são apenas os idosos que carecem destes cuidados ? o problema da doença terminal atravessa todas as faixas etárias, incluindo a infância. Estamos , por isso, a falar de um grupo vastíssimo de pessoas, dezenas de milhares, seguramente - , e de um problema que atinge praticamente todas as famílias portuguesas.
Para mais informações sobre esta plataforma de Psicólogos de cuidados paliativos clique aqui.


segunda-feira, 8 de maio de 2017

Há idosos tratados "de forma perversa" pelos filhos em Portugal


Provedoria de Justiça recebeu em 2016 mais de 2800 telefonemas através da Linha do Idoso
O provedor de Justiça considera que há idosos tratados "de uma forma absolutamente perversa", graças a uma sociedade que inverteu a pirâmide social e trouxe "consequências dramáticas" para as pessoas mais velhas, como o abandono ou a solidão.
Em entrevista à agência Lusa, José de Faria Costa apontou que a sociedade actual não só não está preparada para "responder aos anseios da população mais idosa", como inverteu a pirâmide social e, com isso, trouxe "consequências dramáticas" para as pessoas mais idosas, "nomeadamente coisas pouco bonitas", mas reveladoras do actual sistema de valores.
"Os filhos a ficarem com as pensões dos pais e serem os vizinhos a dizerem ao provedor que há uma pessoa acamada, sozinha e os filhos ficam-lhe com o dinheiro das pensões", exemplificou.
Apontou outro tipo de situação, "muito mais grave", que acontece quando se aproxima a época de Verão, em que "alguns filhos" começam a diminuir a terapêutica aos pais, fazendo com que eles entrem em perda e sejam internados de urgência.
"Como os filhos sabem que só os podem deixar se eles forem internados de urgência, obviamente começam a fazer isso e isso é uma coisa maquiavélica, péssima, que dá um retrato muito feio da sociedade portuguesa", criticou.
Segundo o provedor de Justiça, que não quis alongar-se muito sobre o assunto, estas realidades foram mais presentes nos tempos da "crise profunda", mas salientou que basta haver apenas um caso por ano "para mostrar a perversidade com que é tratada a velhice".
Leia o artigo na íntegra aqui.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Tenha cuidado, a sua passividade pode matar, por Bernardo Sacadura


Um dos factores mais espantosos do nazismo alemão não foi tanto a recuperação económica da Alemanha nem a reconstrução de um exército acabado para um dos mais poderosos do mundo, mas sim o facto de se ter mantido no poder durante 12 anos.
Hoje custa-nos acreditar que um governo com ideais tão nefastos consiga chefiar durante tanto tempo uma população de 60 milhões de habitantes que, apesar das sucessivas crises económicas, continuava a ser dos países mais industrializados do mundo em 1933.
Descontando que os ideais raciais estavam espalhados por todo o Ocidente, fazendo parte de importantes escolas filosóficas e cientificas no início de séc. XX (na verdade as leis Alemãs antissemíticas até à guerra não divergiam em muito das aplicáveis à raça negra e indígena em alguns Estados dos EUA), como foi possível este Governo manter-se em funções durante 12 anos?
Obviamente que a resposta a esta questão não é simples e muito trabalho historiográfico está feito. Tipicamente é apontado o aparente milagre económico executado pelo Governo (suportado por um brutal aumento de dívida e défices insustentáveis no médio prazo) em conjunto com a reconstrução do exército que permitiu reduzir drasticamente a taxa de desemprego e melhorar as condições de vida do povo alemão. Deve também ser tido em a extraordinária máquina de propaganda e a recuperação do orgulho alemão (os jogos Olímpicos de Berlim foram um momento fundamental de propaganda).
No entanto a melhoria da economia não devia ser justificação suficiente para explicar a submissão do povo alemão ao governo de Hitler. Se assim fosse significaria que desde que a maioria esteja satisfeita com as condições materiais, tudo o resto é permitido a quem governa.
Infelizmente parece que é mesmo assim. Quando hoje olhamos para as manifestações a favor da vida verificamos uma adesão tão fraca por parte da sociedade civil que parece suportar essa conclusão.
Sabemos que a fraca adesão destas manifestações não reflete a quantidade de pessoas que são pró-vida em Portugal. Como aproximação mais realista podemos utilizar a mobilização do povo nas diferentes visitas dos Papas a Portugal. Centenas de milhares de portugueses procuram estar com o Papa. Sabendo ainda que a luta pela vida extravasa e muito a fé católica, seria expectável que estas manifestações tivessem uma capacidade de mobilização ainda mais extraordinária do que as visitas Papais. Afinal o que há mais importante do que lutar pela vida?
Se a lei da Eutanásia vier a ser promulgada pelo parlamento teremos uma situação similar à vivida na Alemanha Nazi. Ou seja a promulgação de uma lei que promove a cultura do descarte dos fracos, que é contrária aos sentimentos da maioria mas acabará por passar e ser aplicada pela falta de resistência da sociedade civil.
No dia 1 de Maio estiveram cerca de uma centena de pessoas numa manifestação contra a Eutanásia. No mesmo dia estiveram outros milhares a celebrarem o facto de cumprirem o seu dever (trabalhar) e, como sempre, a exigirem melhores condições laborais. A primeira, uma manifestação sobre um tema civilizacional, teve a presença de um meio de comunicação social, a segunda, que se repete todos os anos (as imagens podiam ser as mesmas de há dez anos que pouco ou nada muda nas pessoas e discursos) teve cobertura total. O desprezo da imprensa por aqueles que lutam e defendem a vida é também uma forma muito eficaz de propaganda.
Esta sociedade que apenas se mobiliza para ver o Papa, pelo desporto, festivais de música ou para reivindicar melhores condições de trabalho infelizmente é tão permeável à promoção de uma cultura de morte como os alemães o foram durante o Governo Nazi.
A sociedade civil tem de se organizar e as instituições do Estado de Direito têm de cumprir os seus deveres. O Presidente da República, como um dos elementos que pode limitar os poderes do parlamento, desempenhará um papel chave nesta situação. Tem duas opções de actuação: 1) vetar qualquer lei da Eutanásia e se necessário recorrer à dissolução do parlamento – este parlamento não tem legitimidade democrática para legislar sobre a eutanásia; 2) colaborar passivamente como Hindenburg fez com Hitler.
Se a lei da Eutanásia for votada e passar no parlamento, daqui por 50 anos tentarão perceber o que levou os portugueses a permitirem que estas leis vigorassem e a resposta é simples: egoísmo e irresponsabilidade de cada um de nós que acredita e não participa. Por isso tenha cuidado, a sua passividade pode matar.

Membro da ‘Tendência Esperança em Movimento’ do CDS

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Formação: O Comportamento Humano face ao sofrimento e à morte


A ADAV - Leiria organiza dia 27 de maio de 2017, sábado,  9h30m-12h30m uma sessão de formação sobre o sofrimento, na morte, na perda e do luto que faz parte da vida do ser humano.
Que sentido damos à morte e à partida de um ente querido? Como devemos comunicar a morte de alguém? Que papel têm hoje os cuidados paliativos na vida de quem sofre uma doença grave ou tem pouco tempo de vida? Testamento vital, eutanásia e suicídio assistido — o que são?

São oradores para este painel: Pedro Vaz Patto (Juiz) , Sofia Reimão ( médica), Marta Faustino ( psicóloga clínica).

A morte e o sentido para a vida.
Psicologia do luto: vinculação e perda.
Comunicar a morte.
Cuidados continuados e paliativos.
Eutanásia, suicídio assistido.
Testamento vital.
Morte e questões jurídicas.
Espaço para questões e esclarecimentos.
Esclarecimento de dúvidas.

Destinatários: 
Psicólogos, Profissionais da Educação e da Saúde. Público em geral

GRATUITO: Inscrições até ao dia 22 de maio de 2017.
Inscrições a partir daí: 7€; inscrições no próprio dia: 10€.
Para saber mais clique aqui.